Viagens

Sunday, July 30, 2006

19/07/2006

Acordamos às 05:00h, ainda escuro. Nos arrumamos, tomamos café e saímos às 06:30h, já com o dia claro. Nosso destino inicial seria Ponte Alta, cerca de 130km de Porto Nacional.

No caminho passamos por Monte do Carmo, uma cidadezinha entre Porto e Ponte Alta. Logo no início da viagem, um fenômeno curioso: uma nuvem de fumaça cobria parte do cerrado, a pouco mais de 10 metros do solo. Algo bem diferente.

Na estrada, pudemos observar 3 araras (Canindé), alguns urubus pousados em árvores, dois gaviões, alguns pica-pau-do-campo, 3 maracanãs-de-cara-azul, algumas rolinhas e uns anus. Também avistamos um animal preto cruzando a estrada, mas não pudemos ver detalhes para identificar.

Chegamos em Ponte Alta, abastecemos e saímos em direção ao primeiro ponto turístico: a Fenda da Sussuapara. Fica distante cerca de 16km de Ponte Alta, na estrada para Mateiros.
Paramos o carro logo após uma ponte, do lado esquerdo da estrada. Antes da ponte, uma placa indicava, do lado direito, a trilha para a fenda.
Andamos cerca de 100m, e chegamos a uma fenda na rocha, de cerca de 20 metros de comprimento, com um riacho ao fundo, de águas cristalinas.
Ficamos uns 45 minutos, tiramos fotos, mas ninguém entrou na água.



Após Sussuapara, seguimos viagem, e após cerca de 21km, paramos na cachoeira do Lajeado. Da estrada para Mateiros até a cachoeira, são cerca de 3km. Andamos uma parte a pé, e o restante de carro, já que meu sogro ia à frente com o carro. Mas a pé é mais bonito.

No caminho, várias plantas do cerrado, com flores de diferentes cores: amarelo, branco, rosa, lilás, laranja. E também o já famoso capim dourado. Nesta época do ano, ainda verde, sem a colocação característica. O capim dourado é a matéria prima para o artesanato do povo que mora nas cidades do Jalapão. São vários objetos feitos: bolsas, colares, pulseiras, brincos, mandalas. Tudo muito bonito.

Já perto da cachoeira, alguns buritis anunciam que estamos perto da água. Após parar o carro em uma sombra, descemos por uma pequena trilha.

A cachoeira é formada por uma seqüência de pedras, como se fosse uma escada de degraus largos e irregulares. A água escorre formando pequenas quedas, por aproximadamente 20m, até cair e formar um poço, um convite para um mergulho. Para chegar até o poço, é só descer pelas pedras, e depois pegar uma pequena trilha do lado esquerdo.


Ficamos na cachoeira por cerca de uma hora e meia. Tempo suficiente para várias fotos, e um mergulho no poço. A água é bem fria, mas muito boa.

Voltamos para a trilha, entramos no carro e retornamos para a estrada para Mateiros. Após alguns minutos, uma placa do lado esquerdo indica uma lagoa, a “Lagoa Azul”, 6,5km da estrada para Mateiros. Entramos e fomos conferir.

Chegando ao local, vimos algumas casas, mas não vimos ninguém. Fomos até a lagoa, que é muito bonita, de águas claras, mas que não dá para nadar. Fizemos algumas fotos.

Pude fotografar uma espécie de rolinha, que ainda não consegui identificar. Após isso, fomos embora.


Rodamos mais aproximadamente 60km e então vimos a placa para a cachoeira da Velha. Da placa até a cachoeira são mais 29km. Depois de cerca de 23km, chegamos a uma antiga pousada, e então rodamos mais 6km, até chegar na “Prainha”.

Simplesmente linda. O rio é o Rio Novo, de águas limpas, com uma areia branca, sombra nas margens, um excelente lugar para um descanso. Ali ficamos por algum tempo, nadamos um pouco e aproveitamos para comer alguma coisa.

Alguns pássaros cantavam nas árvores da margem do rio. Pudemos ver um soldadinho (Antilophia galeata), um pássaro pequeno, preto com o topete vermelho.

Voltamos para o carro e andamos até a placa que indicava a cachoeira da Velha. Como o acesso de carro estava interditado, tivemos que andar cerca de 15 minutos, até avistar o rio novamente. Descemos uma trilha meio alagada, e finalmente chegamos. A cachoeira é maravilhosa, com um grande volume de água, uma queda considerável, após o rio cruzar o cerrado mansamente.


Novamente mais fotos. Há uma trilha de 1 hora, mas como já passava das 16:30h, voltamos para o carro, e seguimos viagem para Mateiros. Mas a vontade era ficar mais, poder fazer a trilha.

Ainda tínhamos os 6k até a antiga pousada, mais os 23km até a estrada para Mateiros, e de lá mais 70km até a cidade.



Ainda na estrada da cachoeira da velha vimos o por do sol. Uma queimada no cerrado deu um efeito diferente.

A tarde se foi, a noite chegou e ainda estávamos rodando. Chegamos na pousada Panela de Ferro às 20:10h. Cansados, tomamos um banho e fomos jantar. A fome estava grande, e a comida uma delícia.

18/07/2006

Acordamos às 11:00h, coisa que não fazíamos há um bom tempo. A terça-feira foi para descansarmos um pouco, e arrumar as últimas coisas para a viagem. Foi só esperar a quarta-feira chegar.

17/07/2006

O dia começou cedo. Passava das 06:30h quando a Scully nos acordou. Ainda tínhamos as nossas malas por fazer, além das malas das nossas meninas: Scully, uma labradora de 2 anos e meio, e Alanis, uma golden de 1 ano e 2 meses.

Fizemos o que tínhamos para fazer durante o dia, e então fomos deixar as meninas com a veterinária. Voltamos, terminamos de arrumar o que faltava e fomos para o aeroporto.



Pegamos o vôo 3874 de Campinas para Brasília às 18:20h. O vôo atrasou meia-hora, saindo somente às 18:50h. Como Brasília-Palmas era às 20:20h, o atraso em Campinas quase nos fez perder o segundo vôo. Quando chegamos em Brasília, o avião estava esperando somente por nós. Descemos de um e já subimos no outro. Seria um indicativo de que a viagem seria emocionante?

Os dois vôos foram tranqüilos, e às 21:35h pousamos em Palmas. Como sempre, fazia calor. Os pais da Angelica nos esperavam; e mais 1 hora de carro e chegamos em Porto Nacional.

Jantamos, colocamos parte da conversa em dia, e às 00:30h fomos dormir.