20/07/2006
O relógio tocou às 06:20h. Enrolamos por 10 minutos, e então levantamos, nos arrumamos e fomos tomar café.
O café era simples: leite, café, bolo de coco, de fubá, de mandioca, além de uma torta salgada. Também tinha ovo mexido, pão, queijo e mortadela.
Saímos para o primeiro passeio, às 08:20h. Nosso destino: a cidade de São Felix, 79km de Mateiros.
No caminho formos admirando as belezas do Jalapão. O dia estava lindo, com céu limpo, poucas nuvens, bem brancas. Bastante verde do cerrado dos dois lados da estrada. Vez ou outra um pedaço de terra com queimada quebrava a beleza da paisagem.Passamos pela entrada para o fervedouro de Mateiros, e alguns minutos à frente, uma ponte estava quebrada, e no riacho um carro parado também nos fez parar.
Uma outra S10 que vinha atrás também parou, e rebocou o carro de dentro do rio.
Meu sogro havia passado com a S10, então eu, Angelica e minha sogra tivemos que passar pelo rio, a pé.Como o rio estava baixo, na altura da canela, foi tranqüilo.
Seguimos para São Felix e às 10:00h chegamos. Perguntamos a um morador, e este nos indicou o caminho para o fervedouro. Após mais alguns minutos, chegamos.
Um casal estava na porta de sua casa, local onde devemos pagar R$5,00 por pessoa para poder visitar.
Andamos mais uns 100m após a casa e então chegamos ao fervedouro. Uma paisagem incrível. Um pequeno “lago”, com algumas bananeiras e outras árvores ao redor.A água simplesmente cristalina. Ao centro um quase círculo se sobressai do restante do lago, formado por uma areia branca, rodeada por uma faixa de areia preta, como um contorno. Lindo! Um silêncio enche de paz o lugar, só quebrado pelos cantos dos pássaros.
Ficamos por um tempo só admirando, olhando e fazendo algumas fotos, sem coragem para entrar na água, pois não queríamos desmanchar o círculo formado pela areia. Até que o caseiro que mora no lugar nos garantiu que podíamos entrar sem alterar o cenário que encontramos quando chegamos.
Entramos com cuidado, pisando devagar. Ao chegarmos ao centro, pudemos conferir o fenômeno que fez com que o lugar se tornasse conhecido: é impossível afundar. A força da água que ali brota não nos deixa afundar. Uma sensação muito boa, num lugar muito bonito. Ficamos na água por alguns minutos, e então saímos, com vontade de ficar.
Do lado de fora, sanhaços-do-coqueiro “pulam” de bananeira para bananeira, para se alimentar. Outros pássaros cantam em outras árvores, como a embaúba. Tudo faz com que o momento seja inesquecível, num lugar muito lindo.Do fervedouro fomos para a Praia do Alecrim, uns 300 metros do fervedouro. Um lugar bonito, mas menos que a prainha da cachoeira da Velha. Não entramos na água. Apenas tiramos algumas fotos, ficamos uns minutos descansando na sombra. Meu sogro tentou pescar, mas sem muito sucesso. Outros garotos que também pescavam no lugar não tiveram muita sorte, no tempo que estivemos por lá.
Saímos e fomos almoçar, no Hotel e Restaurante Jalapão, da Dona Irá. Comida simples, mas muito boa. E bem barato.
Do restaurante seguimos para nossa próxima parada: a Cachoeira da Formiga. Fica a cerca de 30km de Mateiros, do lado direito, sentido São Felix. Paga-se R$5,00 por pessoa.A cachoeira é muito bonita, num lugar muito agradável. É pequena, tanto na extensão quanto na altura da queda. Porém forma um poço de águas cristalinas, meio esverdeadas. A temperatura da água é muito boa. É possível sentar ou ficar em pé nas pedras embaixo da queda principal da cachoeira, e receber uma massagem nas costas com a água que cai. Um lugar realmente maravilhoso.
Quando chegamos, algumas famílias faziam churrasco numa área anterior a cachoeira. Havia pelo menos umas 20 pessoas. Infelizmente, como muitos brasileiros, alguns eram muito mal educados. Um jogou um copo descartável nas margens do poço, que caiu e ia descendo rio abaixo se não eu não tivesse pegado. Um cara, de Palmas, jogou o resto da churrasqueira no rio. Uma cena triste, que mostra que muitas pessoas não estão preparadas para um turismo sustentável.
Ficamos na cachoeira por mais de uma hora. Saímos quando o sol já estava baixando. Voltamos para Mateiros. Chegando na cidade, pudemos observar o por do sol. Mais um atrativo lindo do Jalapão.
Tomamos banho, olhamos algumas fotos nas câmeras e fomos jantar. Novamente, a comida estava ótima.

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