21/07/2006
Nosso último dia em Mateiros começou novamete às 06:20h, quando o despertador tocou. Levantamos, nos arrumamos e formos tomar café.
O cardápio praticamente o mesmo, mas hoje com um bolo de milho muito bom.
Após o café, às 08:00h saímos para o fervedouro de Mateiros. Rodamos aproximadamente 25km e uma placa do lado esquerdo indicava o caminho para o fervedouro. Pegamos uma estrada à esquerda, e mais alguns minutos encontramos a entrada. Paramos o carro e descemos por uma pequena estrada a pé, por cerca de 300m. Chegamos e não encontramos ninguém. Como fomos os primeiros a chegar, tivemos tempo suficiente para tirar as fotos que quisemos, e então entramos na água.
Somente 8 pessoas podem entrar na água ao mesmo tempo. Há uma taxa de R$5,00 por pessoa.
O fervedouro é totalmente rodeado por bananeiras. A água estava numa temperatura muito agradável, não muito fria. Ficamos brincando e curtindo o fervedouro por pelo menos 1h.Nesse meio tempo, uma mulher apareceu. É ela que toma conta do lugar, recebendo dos usuários a taxa que cada um deve pagar. Enquanto estávamos na água, ela retirava a seda do buriti, usada para amarrar os fios de capim dourado, nos artesanatos feitos pelos habitantes da região. No próprio local, alguns objetos feitos de capim dourado estavam à venda.
Conversamos um pouco com essa mulher, e do fervedouro fomos para o povoado de Mumbuca. São poucas casas, e uma lojinha com os artesanatos produzidos pelos moradores. Compramos algumas coisas, tiramos umas fotos e voltamos para Mateiros.
Na pousada, descansamos um pouco, almoçamos e arrumamos as coisas para o próximo passeio: as dunas.
As dunas ficam a cerca de 35km de Mateiros, na estrada para Ponte Alta. Havíamos recebido a sugestão de ir com um guia para as dunas, chamado Salvador. O guia fica em uma casa à beira da estrada Mateiros-Ponte Alta, na entrada da estrada para as dunas. Paramos e conversamos com o Salvador, um rapaz gente fina que nos acompanhou no passeio.
Da estrada Mateiros-Ponte Alta até as dunas são cerca de 4,5km, de pura areia. Fomos avisados que somente carros 4x4 deveriam tentar. Como estávamos com uma S10 4x4, lá fomos nós.
Andamos cerca de 100m e paramos. O carro não ia. Após algumas tentativas, meu sogro deu lugar ao Salvador. Com muita dificuldade, ele conseguiu levar a S10. Foi aí que descobrimos que a tração estava quebrada.
No caminho a estrada tem várias ramificações, que se a pessoa não conhecer, pode ter problemas com o ´areião´.
Já no caminho, dava para se ter uma idéia do que nos esperava. As dunas surgem no meio do cerrado, com uma coloração laranja forte, destacando-se na paisagem.Chegamos a uma cabana grande, onde tivemos que deixar o carro e seguir a pé, por uma trilha de 5 minutos. Na trilha, o guia Salvador nos mostra o jatobazinho, o jatobá do cerrado.
Finalmente chegamos. Simplesmente lindo. Uma parede de areia sobe logo após um riacho de águas cristalinas, bem raso, com alguns pontos com no máximo 8cm de água. Segundo o guia Salvador, a água é potável. Então bebemos um pouco. Tem um gosto um pouco forte de barro, mas naquele sol, foi muito bom!Salvador nos convida para subir. Uma trilha, marcada por um rastro de pegadas, sobe pelas dunas. A subida não é tão difícil, mas o suficiente para nos deixar um pouco ofegantes. Mas o visual lá de cima compensa qualquer esforço. Simplesmente indescritível. Uma vista privilegiada de um pedaço do Jalapão.
De lá podemos ver grande parte do cerrado, o riacho lá embaixo, a montanha de onde, segundo o guia, vem toda a areia que forma as dunas.Tiramos várias fotos, observamos tudo o que podíamo, e esperamos o por do sol. Um momento realmente mágico de toda a viagem. Imagens que com certeza jamais iremos esquecer.
Após o sol se por, o céu ganhou cores lindas. Vários tons de azul, amarelo e vermelho. Um colorido maravilhoso.
Descemos novamente, e pegamos a trilha de volta até o carro. E mais aventura nos esperava para tirar o carro das areias do Jalapão. Após um certo esforço, Salvador consegue nos levar de volta.
Tomamos um refrigerante, conversamos com outros turistas, inclusive gente de Campinas e Atibaia, pagamos e agradecemos ao Salvador. Um guia muito bacana, que na tarde de hoje fez jus ao seu nome, nos tirando do areião das Dunas do Jalapão.
Voltamos para Mateiros, chegando na pousada por volta das 20:00h. Tomamos um merecido banho e fomos jantar. A boa comida encerrou mais um belo dia no jalapão, o último em Mateiros.

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