22/07/2006
Hoje foi dia de deixar Mateiros e voltar para Ponte Alta. A pousada que ficamos, Pousada Panela de Ferro, é nova, bem simples, mas muito bacana. Os donos são muito gente boa, José Roberto e Josinete, além do filho, o menino Luís Otávio.
Tomamos nosso último café na pousada, passamos algumas fotos da câmera para o pen-drive e saímos.
Deixamos Mateiros por volta das 08:00h. Nosso plano era passar no Rio Novo no caminho, e tentar faer algum passeio em Ponte Alta ainda no dia de hoje, já que imaginávamos chegar perto das 13:00h, após rodar os 170km que separam as duas cidades. Mas as coisas não saíram exatamente como planejamos.
Chegamos no Rio Novo e paramos logo após a ponte. Tiramos algumas fotos e quase fomos destruídos pelos mosquitinhos pretos que existem ali. Tivemos que correr até o carro e buscar nosso repelente.
Depois estacionamos num ponto de acampamento, na marge do rio. Ali ficamos uns minutos, e aproveitei para observar e fotografar alguns pássaros: gavião-carrapateiro (Milvago chimachima), um arapaçu-do-cerrado (Lepidocolaptes angustirostris), uma saíra-amarela (Tangara cayana) alguns pássaros-preto, periquitos que não consegui ver detalhes para identificar, e um pássaro não identificado.
Pegamos estrada novamente. No caminho avistamos um casal de arara-vermelha (Ara chloropterus), alguns gaviões, um veadinho, duas emas (Rhea americana) e duas seriemas (Cariama cristata). Infelizmente também vimos o lado feio do Jalapão: quilômetros de cerrado desmatado e queimado. Uma cena triste, porém cada vez mais comum. Triste também foi encontrar uma seriema morta, provavelmente atropelada na estrada.
Faltando cerca de 50km para chegar em Ponte Alta, um pedaço da estrada parecia muito ruim. Pura areia. E ao lado da estrada havia um desvio. Decidimos seguir o desvio. E foi aí que as coisas complicaram. A S10 atolou num banco de areia. Por mais que tentássemos, parecia que seria impossível. Decidimos esperar por ajuda.
Um caminhão se aproximou, e achamos que seria nossa solução. Mas o caminhão não conseguiu pegar o desvio e chegar próximo da S10 sem que também ficasse atolado. Então decidimos tentar empurrar. Nada.
Um carro de polícia apareceu. Mais um para ajudar. O policial pegou uma enxada, para tentarmos tirar um pouco da areia do pneu atolado, o traseiro esquerdo. Tiramos areia, colocamos galhos de árvore e ainda nada. O caminhão foi embora, e o policial sugeriu pedir ajuda em uma fazenda próxima.
Minha sogra foi com o carro de polícia, e depois de uns minutos, voltou em um trator, junto com o motorista e um garoto. Este amarrou a S10 ao trator, e finalmente a S10 começou a ser retirada do atoleiro. Isso tudo durou pelo menos 1 hora. Devido às tentativas, nós estávamos imundos de areia, terra e poeira.
Seguimos viagem, e chegando na Sussuapara, decidimos parar para nos lavarmos no rio. Meu sogro e minha sogra decidiram ficar no riacho do outro lado da estrada. Eu e Angelica descemos para a fenda. Mas desta vez, eu decidi andar na água, e ver onde o riacho me levaria.
Foi então que vimos uma Sussuapara muito mais bonita do que a que tínhamos conhecido no primeiro dia. Sussuapara é uma fenda na rocha de cerca de uns 6m de altura, e uns 20m de extensão, no trecho que conhecemos, e uns 4m de largura, no trecho mais estreito, uns 8m no trecho mais largo. Como julho já é período de seca, a água variava de poucos centírmetros – uns 5 no lugar mais raso, até aproximadamente 1m no ponto mais fundo.
Caminhamos pela água, até encontrar um pequeno poço no lugar onde a fenda tem sua maior largura. Sussuapara se revelou uma atração muito bonital, que não pode deixar de ser visitada.
Saímos já passava das 3 da tarde, e seguimos viagem para Ponte Alta, chegando na cidade por volta das 15:30h.
Na cidade, fomos para a pousada Portal do Jalapão, da Dona Dolores. No dia anterior, havíamos conhecido seu filho, o Thiago, que é guia e acompanhava um grupo para Mateiros.
Deixamos nossas coisas, fomos almoçar, às 16:00h. Fomos até a prainha, e como está tendo uma programação especial de férias, várias barraquinhas estavam montadas algumas servindo refeição.
Comemos arroz, feijão, salada de tomate com repolho e peixe ensopado. Voltamos para a pousada e finalmente fomos tomar um bom banho.
Depois fomos ao Cyber-café, ao lado da pousada, gravar 2 CDs para liberar espaço nas câmeras.
A noite voltamos para a prainha para jantar. Ficamos só nas porções: carne seca e peixe. Voltamos para a pousada para descansar, de mais um dia de aventuras no Jalapão.

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